Os companheiros da
Fenaac e Sindicomunitário comemoram a vitória da categoria após a aprovação do
PLS pelo Senado.
(Fotos: Fenaac)
Após muita luta,
finalmente o piso salarial nacional dos agentes comunitários de saúde (ACS) e
agentes de combate às endemias (ACE) foi aprovado no Congresso Nacional. O
Senado aprovou ontem, 21/05 (quarta-feira), o substitutivo
da Câmara dos Deputados (PL 7.495/06) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 270/06,
que estabelece o piso salarial nacional da categoria. A matéria segue agora
para sanção da presidente Dilma Rousseff, que ainda pode vetar o texto ou não.
O prazo para a análise
presidencial é de até quinze dias úteis (art. 66, § 1º, da Constituição),
contados a partir do recebimento dos autógrafos do projeto, com a redação final
da matéria.
A
proposta estabelece um salário de R$ 1.014,00 com jornada de 40 horas semanais.
A matéria prevê também que,
a partir de janeiro de 2015, o valor será reajustado por meio de decreto do
Executivo. A forma do reajuste foi modificada em relação ao texto aprovado na
Câmara, que previa uma atualização do valor vinculada ao Produto Interno Bruto
(PIB) de dois anos antes. A sistemática seria, assim, a mesma aplicada ao
salário mínimo atualmente. De acordo com a proposta da Câmara, os valores
também seriam corrigidos anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC).
O texto prevê ainda um
incentivo financeiro a ser pago pelo governo federal aos estados, ao Distrito
Federal e aos municípios para fortalecimento de políticas relacionadas à
atuação de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Esse
incentivo deverá ser de, no mínimo, 5,3% do valor repassado pela União a cada município
e, no máximo, de 40% desse valor.
Um decreto deverá fixar
os parâmetros para a concessão do incentivo e seu valor mensal para cada
município ou estado. Se o decreto não tiver sido editado, o seu valor será de
5,3%, o mínimo estipulado.
O
Projeto de Lei (PL) nº 7.495/06 foi à votação na Câmara dos Deputados no dia 7
de maio e foi aprovado por unanimidade, apesar da recomendação da presidente
Dilma Rousseff para que os aliados votassem contra a proposta.
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Roberto Prebill e o presidente nacional da CGTB, Bira, conversam com o presidente do Senado, Renan Calheiros. |
O
presidente da Fenaac, José Roberto Prebill, esteve em Brasília nas duas
ocasiões acompanhado de diretores da federação e do Sindicomunitário-SP para
conversar com deputados e senadores e pedir apoio ao projeto. “Depois de muita
mobilização, de enviar cartas a todos os parlamentares, conseguimos
sensibilizar os políticos, até mesmo os da base aliada do governo federal”,
disse Prebill. “Nossa causa é tão justa que mesmo os deputados do PT, PMDB e
PP, que por três vezes impediram que o projeto fosse votado na Câmara, foram
unânimes em nos apoiar”, afirmou.
O
presidente da Fenaac também estava acompanhado do presidente nacional da CGTB
(Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira),
que fez questão de acompanhar o presidente Roberto Prebill e a diretoria da
Fenaac e Sindicomunitário. Ele foi à Brasília exclusivamente para colaborar na
intermediação entre a categoria e as principais lideranças do Senado, como o
líder do Governo Paulo Paim (PT-RS) e o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).
Os dois conversaram diretamente com os dois parlamentares e pediram seu apoio
ao PLS 270/06. Diretores da Fenaac e do Sindicomunitário também visitaram
gabinetes de diversos outros senadores.
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Roberto Prebill conversa com o senador Paulo Paim acompanhado de diretores e assessores da Fenaac e Sindicomunitário. |
Planos
de carreira
O projeto dá o prazo de
12 meses, contados da publicação da futura lei, para que estados, Distrito
Federal e municípios elaborem ou ajustem os planos de carreira dos agentes
comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias segundo as novas
diretrizes estipuladas no texto. Entre essas diretrizes estão: remuneração desses
agentes; definição de metas; critérios de progressão e promoção; e adoção de
modelos e instrumentos de avaliação adequados à natureza das atividades.
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Roberto Prebill e Bira com companheiros ACS e diretores da Fenaac e Sindicomunitário |
Endemia
ou epidemia
A partir da nova lei, a
contratação temporária ou terceirizada desses agentes, permitida pela Lei
11.350/06, poderá ocorrer somente no caso de combate a surtos epidêmicos –
quando uma doença de caráter transitório ataca grande número de pessoas em um
local ao mesmo tempo. Atualmente, a contratação é permitida apenas para surtos
endêmicos – quando uma doença infecciosa ocorre habitualmente e com incidência
significativa em certa região (malária na Amazônia, por exemplo).
Carta
Única
No dia da votação pelo
Senado, um documento, intitulado CARTA ÚNICA, foi assinado pelas principais
lideranças dos ACS e ACE presentes na ocasião: FENAAC (assinado pelo presidente
José Roberto Prebill), CONACS (assinado por sua presidente Ruth Brilhante de
Souza) e FENASCE (assinado por seu presidente Fernando Cândido do Nascimento).
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O documento, destinado a todos os senadores, foi crucial para a aprovação do PLS 270/06. |
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Boa tarde,
ResponderExcluirEstou fazendo um projeto na faculdade para os Agentes Comunitários de Saúde e gostaria de algumas informações. Como posso entrar em contato com vocês?
Agradeço desde já.
Sudsllayne de Morais
Boa tarde.
ResponderExcluirPor favor, como vejo onde é depositado o valor de custeio tributario sobre o salario? Pois em meu municipio o gestor alega que o MS não repassa e que o municipio não tem como custear.
Meu e-mail: marielligusmao@bol.com.br
desde já obrigada!